Windows 2000: inventariar dependências antes da migração

Copiar um executável não torna uma aplicação portátil. Um computador Windows 2000 antigo pode depender de bases de dados, caminhos de rede, controladores ou dispositivos de licença. Este guia cria um inventário rastreável para uma migração posterior; não instala nem repara nada e não certifica compatibilidade com um Windows mais recente.

1. Registar o ponto de partida

Trabalhe no sistema antigo existente, desligado da Internet. Anote data, computador, utilizador com sessão iniciada e aplicação analisada. No diálogo de informações do programa, registe fabricante, versão exata e extensões. Reúna a origem de instalação e os documentos de licença num local protegido. Não inclua palavras-passe nem chaves de licença no relatório geral.

2. Guardar as informações do sistema

  1. Abra Iniciar – Executar e introduza msinfo32.
  2. Registe o resumo do sistema com versão do Windows, Service Pack, nome do computador e definições regionais. Use a função disponível de guardar ou exportar e conserve um relatório de texto legível numa nova pasta de inventário.
  3. Em Ambiente de Software, examine serviços, módulos carregados, variáveis de ambiente, ligações de rede e programas de arranque. Registe caminhos e versões das entradas relevantes.
  4. Em Componentes, verifique impressoras, portas e dispositivos especiais necessários à aplicação. Reabra o resultado guardado e confirme que inclui as secções necessárias.

3. Acrescentar detalhes por aplicação

Crie uma lista com dependência, valor observado, prova, responsável, por verificar. Preencha-a com definições existentes, documentação e processos conhecidos:

  • Pastas de dados, modelos e ficheiros de configuração, separados do executável.
  • Unidades de rede e destinos reais das partilhas, servidor e nome da base de dados e controladores necessários: sem credenciais.
  • Serviços associados, modo de arranque, conta do serviço e tarefas agendadas: apenas documentar, sem parar ou alterar.
  • Impressoras, scanners, dispositivos de porta série, dongles e controladores adequados, além de componentes de execução adicionais.
  • Direitos de utilizador, formatos de ficheiro, vias de importação/exportação e contactos do fabricante.

4. Assinalar claramente as lacunas

Informações do Sistema é uma fotografia do estado, não um verificador completo de dependências. Uma DLL carregada não prova portabilidade; a ausência de uma DLL não prova que nunca seja necessária. Uma simples lista de programas também não chega. A Microsoft documenta até entradas de aplicações Office não instaladas no módulo Office 2000; muitos campos detalhados só são preenchidos com a aplicação em execução. Não execute processos desconhecidos no sistema original apenas para completar a lista. Marque as dúvidas como pendentes.

5. Definir testes de aceitação

Com o responsável funcional, defina testes concretos num ambiente separado: abrir uma cópia representativa dos dados, validar o resultado, guardar e reabrir, testar impressão ou exportação necessárias. Esclareça previamente direitos de instalação, transferência de licença, controladores disponíveis e uma cópia de segurança verificada com processo de restauro. Iniciar o programa ou copiar a sua pasta não demonstra uma migração bem-sucedida. Conserve instalação e dados originais até à aceitação sustentada por provas.

Fontes