Um computador Windows 7 pode arrancar automaticamente hoje e pedir recuperação BitLocker após uma mudança de hardware. Prepare a migração enquanto o sistema antigo está acessível. Este guia inventaria estado e meios de recuperação; não desativa BitLocker nem força o modo de recuperação.
1. Inventariar cada unidade
Abra Encriptação de Unidade BitLocker no Painel de Controlo. Verifique separadamente sistema, restantes unidades internas e suportes BitLocker To Go. Registe computador, etiqueta, letra, capacidade e data. As letras podem mudar no destino.
Uma pessoa autorizada pode abrir a linha de comandos como administrador e executar manage-bde -status. A consulta apresenta informações sem alterar a encriptação. Distinga estado de conversão, percentagem encriptada, proteção e bloqueio: desbloqueado não significa desencriptado, e proteção suspensa não é desencriptação concluída. Erros ou falta de permissões deixam o estado por esclarecer.
2. Encontrar o material correto
Consoante a configuração, o Windows 7 admite uma palavra-passe numérica de recuperação de 48 dígitos, um ficheiro de chave externo em USB ou um agente de recuperação de dados previamente configurado. A interface também chama chave de recuperação à palavra-passe numérica. A palavra-passe do Windows, o PIN normal do BitLocker e a palavra-passe de recuperação não são intercambiáveis.
Localize o armazenamento protegido previsto ou peça à equipa de TI que confirme a associação. Compare o identificador do material com o identificador associado à unidade; nome de ficheiro ou nome semelhante do computador não bastam. Se já existir um ecrã de recuperação, use o identificador de chave apresentado para a pesquisa. Um número aparentemente completo num papel não prova correspondência com a proteção atual.
3. Confirmar acesso independente
A única cópia não pode ficar na unidade que precisa dela para desbloquear. Confirme que a pessoa autorizada consegue realmente aceder e ler o papel, ficheiro protegido ou chave USB. Não coloque segredos em documentação comum, correio ou capturas de ecrã. No inventário indique apenas identificador, referência da localização, responsável e data da verificação. Guarde as chaves protegidas e separadas da unidade correspondente.
Em computadores empresariais, a TI deve confirmar se a informação correta foi efetivamente salvaguardada no Active Directory. Pertencer ao domínio, por si só, não o prova no Windows 7. Um agente de recuperação necessita de informações de proteção correspondentes já configuradas e da chave privada apropriada. Designar um agente depois não substitui estes requisitos.
4. Testar cópia e recuperação separadamente
Copie também os dados acessíveis para um destino aprovado e adequadamente protegido. Uma cópia de ficheiros a partir de uma origem desbloqueada não herda automaticamente o BitLocker. Abra ficheiros representativos da cópia e compare conteúdo e abrangência. A recuperação BitLocker não substitui uma cópia dos dados; a cópia também não prova a validade da chave.
Um teste real de desbloqueio exige um procedimento separado, cópia verificada, apoio qualificado e unidade de teste claramente identificada ou cópia adequada. Não confunda desbloqueio automático com teste bem-sucedido do material de recuperação. Nesta preparação não altere TPM, BIOS ou arranque, não force recuperação nem formate unidades inacessíveis.
5. Registar o nível comprovado
Distinga «material disponível e associado» de «desbloqueio realmente testado com este material». Até à segunda verificação, mantenha-a pendente. Se faltar material correto, adie a remoção ou reinstalação e salve primeiro os dados ainda acessíveis com a TI. Um administrador não substitui chaves criptográficas ausentes por uma nova palavra-passe de início de sessão.
