Preparar uma migração Exchange: inventariar caixas, endereços e dependências

Uma lista de caixas não é, por si só, um plano de migração. Também é preciso conhecer aliases, delegações, calendários e aplicações que enviam email. Este guia cria um inventário; não inicia migrações nem altera DNS ou permissões.

Definir âmbito e fontes

Registe sistema de origem e versão, inquilino de destino, responsável e data. Distinga Exchange local, Exchange Online e outras plataformas. Uma consulta à nuvem não inventaria completamente um servidor local. Recolha só objetos autorizados e guarde o inventário na pasta protegida do projeto, sem palavras-passe ou tokens.

Uma linha rastreável por objeto

  1. Registe identificador estável do objeto, nome apresentado, identificador de início de sessão, endereço SMTP principal, todos os endereços adicionais, tipo de caixa e responsável. O identificador de acesso, a propriedade Alias e os endereços SMTP adicionais são coisas diferentes.
  2. Acrescente tamanho, arquivo, requisitos de retenção relevantes e licença de destino necessária. Separe caixas de utilizador, partilhadas e de recursos. Mantenha listas de distribuição, contactos, pastas públicas e grupos Microsoft 365 em listas próprias, não como caixas normais de utilizador.
  3. Para caixas Exchange Online existentes, uma administração autorizada pode consultar Get-EXOMailbox -ResultSize Unlimited -Properties EmailAddresses. Sem ResultSize explícito, o padrão é 1.000. O resultado é um ponto de partida para caixas na nuvem, não uma exportação completa de todos os tipos de destinatário, tamanhos e permissões.
  4. Associe cada objeto de origem a um destino planeado e responsável. Marque dados em falta e conflitos de endereço; não os resolva por eliminação ou mudança de nome sem revisão.

Acrescentar dependências

Inventarie Acesso Total, direitos de envio, membros de grupos, reencaminhamentos e regras importantes da Caixa de Entrada. Pergunte por calendários partilhados, reservas de salas, dispositivos móveis, PST locais e scanners, impressoras e aplicações que enviam email. Nas ligações, registe apenas método, pontos de ligação e responsável, nunca segredos. Documente também encaminhamento de correio, conectores, domínios aceites e responsabilidade pelo DNS.

Escolher método e piloto

Só depois do inventário escolha um método suportado segundo os requisitos atuais da Microsoft para origem e destino. IMAP transfere apenas emails das pastas de correio, não contactos, calendários ou tarefas; as caixas de destino já têm de existir. Uma importação de emails bem-sucedida não prova uma migração completa.

Planeie um piloto representativo, cópia de segurança, critérios de reversão e futura transição. Defina testes de aceitação: acesso, entrega interna e externa, receção por alias, calendários, delegação e envio por aplicações. No piloto, compare objetos de referência acordados e relatórios de erros e itens ignorados, não apenas um estado geral verde. Atribua responsável e prazo às dependências abertas. Só um inventário acordado com exceções esclarecidas fundamenta a migração autorizada separadamente.

Fontes